O OXIGÊNIO E O FOGO: A DESCOBERTA DE LAVOISIER

O fenômeno da combustão sempre intrigou o homem. No século XVIII foi criada a teoria do flogístico. Segundo tal teoria, os materiais combustíveis como papel, madeira, carvão e enxofre possuíam uma essência comum inflamável, conhecida como flogístico. Por outro lado, os materiais que não queimavam não tinham flogístico em sua composição.

Alguns cientistas começaram a discordar dessa teoria e um deles era Antoine Laurent Lavoisier. Um dos experimentos mais famosos de Lavoisier consistiu em colocar uma amostra de mercúrio metálico em um recipiente de vidro com um longo tubo curvo. Tal recipiente se comunicava com uma redoma de vidro com ar sobre uma cuba de água, veja figura a seguir:

O aquecimento do recipiente causou a combustão* do mercúrio. À medida que a reação ocorreu, se formou um pó avermelhado e o nível da água da redoma subiu. Isso que dizer que o volume de ar da redoma diminuiu, pois reagiu com o mercúrio. Lavoisier concluiu que a combustão não ocorria por causa da presença do suposto flogístico, mas sim porque o mercúrio reagia com um elemento presente no ar: o oxigênio! O pó avermelhado era combinação do mercúrio com o oxigênio (óxido de mercúrio).

Lavoisier constatou que um elemento (o oxigênio) presente no ar atmosférico era necessário para qualquer combustão. Estava refutada a teoria do flogístico! Desde então sabemos que sem oxigênio não tem combustão!

*na realidade este processo é chamado calcinação (ou decomposição térmica)

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